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Braga Netto Nega Ter Ordenado Ataques a Chefes Militares em Depoimento ao STF

Postado por Simão Rodrigues em junho 11, 2025 AT 23:58 5 Comentários

Braga Netto Nega Ter Ordenado Ataques a Chefes Militares em Depoimento ao STF

Braga Netto Questionado: Bastidores de Uma Acusação de Golpe

Quando se fala em crise nas forças armadas, o nome de Walter Braga Netto sempre surge no meio da confusão. Ex-ministro da Defesa e também ex-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, o general enfrentou, em 10 de junho de 2025, uma sabatina nada confortável com o Supremo Tribunal Federal (STF). Seu nome aparece no centro de um dos inquéritos mais explosivos dos últimos anos, investigando articulação de golpe de Estado para reverter as eleições de 2022.

No depoimento, Braga Netto não encheu linguiça: negou categoricamente ter ordenado ou coordenado ataques contra chefes militares. "Se precisasse falar com eles, faria pessoalmente", disparou o general durante a videoconferência, com o ministro Alexandre de Moraes no comando da audiência. A declaração veio para rebater acusações ancoradas em supostas mensagens digitais nas quais Braga Netto teria autorizado propagação de ataques virtuais contra o comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, e o comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior.

Esses oficiais acabaram na linha de fogo justamente por, segundo investigações, se recusarem a apoiar as investidas bolsonaristas de rejeitar o resultado das urnas. Vazamentos sugerem que houve pressão digital: ofensas, críticas e até tentativas de constrangimento público. Braga Netto confirma a existência das mensagens, mas questiona o sentido atribuído a elas, alegando que estão "fora de contexto". Ele ainda enfatizou não recordar de ter dado ordens explícitas para pressionar os colegas de farda.

O detalhe que poucos sabem é que Braga Netto está preso desde dezembro de 2024, tido como peça-chave do chamado "núcleo duro" da articulação golpista. O cerco do STF inclui não só militares de alta patente, mas outros nomes do antigo círculo de confiança de Jair Bolsonaro. Ao todo, são oito réus que respondem à acusação de organizar ações para tentar reverter o pleito presidencial por meio de intervenção das Forças Armadas, ignorando o resultado das urnas e colocando a democracia na berlinda.

Suspeitas, Evidências e os Próximos Passos do Caso

Suspeitas, Evidências e os Próximos Passos do Caso

Para a Polícia Federal e o STF, o general teria atuado nos bastidores para minar a autoridade dos comandantes militares mais resistentes às aventuras golpistas. Seja puxando fios pelas redes sociais ou incentivando apoiadores a bombardear esses nomes publicamente, a suspeita é que Braga Netto buscou eliminar obstáculos internos à suposta tentativa de golpe.

Apesar da artilharia digital registrada, as mensagens trocadas ainda precisam de mais contexto e provas sólidas para cravar a responsabilidade direta do general. E Braga Netto joga com isso: reforça sua inocência, contesta interpretações e já pediu para deixar a prisão. O argumento é de que não há provas diretas de um comando para atacar os colegas militares. Para ele, a narrativa da acusação se apoia em interpretações e recortes de conversas que não condizem com seu comportamento.

Nem só de acusações vive o processo. O pedido de liberdade do ex-ministro mexeu com os ânimos dentro e fora dos tribunais. Os advogados de Braga Netto apostam que as supostas ordens de ataque, até agora, não configuram um crime direto, muito menos um risco à sociedade que justifique mantê-lo preso preventivamente. Enquanto isso, o STF e a Polícia Federal seguem vasculhando arquivos eletrônicos, depoimentos e tentando reconstruir os passos de cada um dos envolvidos no episódio mais tenso da política brasileira recente.

  • Braga Netto segue enfático: nunca interferiu ou estimulou qualquer desrespeito dentro das Forças Armadas.
  • O STF quer ligar as peças: redes sociais, bastidores, linhas de comando e pressões para forçar adesão ao projeto golpista.
  • No centro de tudo, o *STF* tenta delimitar o papel do general – militar de alta patente ou estrategista de ataque interno?

O caso não acabou e promete novos capítulos. Cada detalhe revela um pouco mais da tensão entre o poder militar, a Justiça e a democracia brasileira.

Joseph Leonardo

Joseph Leonardo

Braga Netto negou, mas as mensagens estão aí... e não são só palavras soltas. Tem padrão, tem repetição, tem tom de intimidação. Se ele não ordenou, então quem estava mandando os bots? E por que todos os alvos eram os mesmos que se recusaram a aderir ao golpe? Não acredito em coincidência. E não, não é teoria da conspiração - é lógica.

On junho 13, 2025 AT 14:35
Luciano Hejlesen

Luciano Hejlesen

O cara tá preso desde dezembro e ainda tá tentando jogar no "não lembro" e "fora de contexto"... sério? 🤡 O STF já tem mais de 200 mensagens cruzadas, logs de IP, e até testemunhas que ouviram ele dizer "precisa dar um jeito" no café da manhã da Academia Militar. Ele não mandou os ataques? Ele foi o orchestrator. O que tá faltando é um vídeo dele dizendo "vai, ataca"... mas aí já é demais pra qualquer um negar. #GolpeEmFormaDeMensagem

On junho 14, 2025 AT 10:02
José Henrique Borghi

José Henrique Borghi

Será que ele realmente não lembra ou só tá fingindo que esqueceu tudo? Porque se ele tá no topo da cadeia de comando e sabe que essas mensagens existem... e não fez nada pra impedir... isso já é culpa também. Não precisa ser um comando escrito. Às vezes o silêncio é o pior dos ordens

On junho 14, 2025 AT 20:09
Peterson Sitônio

Peterson Sitônio

O pior é que ele tá usando a mesma tática do Bolsonaro: negar, confundir, atrasar. 🤖 Mas agora o STF tá com o poder de fogo real. E se ele acha que só por não ter dito "ataque o general" ele tá limpo... tá enganado. A internet é um campo de batalha agora, e ele foi o general que mandou os soldados digitais. 🔥💣 #BrasilEmCrisis

On junho 15, 2025 AT 17:31
Alisson Villar Reyes

Alisson Villar Reyes

E se tudo isso for uma armadilha da esquerda pra tirar o Exército da cena? E se as mensagens foram manipuladas? E se o STF tá usando isso pra justificar um golpe contra os militares? Ninguém prova que ele mandou nada. Só que todos os que se opuseram ao golpe foram exaltados e os que apoiaram foram esquecidos. O sistema tá vingativo, não justo.

On junho 17, 2025 AT 03:52

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