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Brasil perde para Marrocos por 2 a 1 e se complica na Copa do Mundo Sub-20

Postado por Simão Rodrigues em novembro 27, 2025 AT 20:30 1 Comentários

Brasil perde para Marrocos por 2 a 1 e se complica na Copa do Mundo Sub-20

A seleção brasileira sub-20 foi derrotada por Marrocos por 2 a 1 na noite de quarta-feira, 1º de outubro de 2025, no Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, em Santiago, Chile, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de Futebol Masculino Sub-20 da FIFA Chile 2025™Chile. O resultado deixa o Brasil com apenas um ponto no grupo — fruto do empate de 2 a 2 contra o México na estreia — e coloca a equipe de Ramon Menezes, de 55 anos, em situação crítica para avançar às oitavas de final. O gol brasileiro, marcado pelo zagueiro Iago nos acréscimos do segundo tempo, foi apenas um alento em meio a uma atuação frustrante. A vitória marroquina, por outro lado, garantiu classificação antecipada para a fase eliminatória, conforme confirmado pela conta oficial da FIFA no Twitter.

Um primeiro tempo de oportunidades desperdiçadas

O Brasil começou a partida com intensidade, pressionando o goleiro marroquino Yanis Benchaouch desde os primeiros minutos. O torcedor presente no estádio viu o ataque brasileiro insistir em jogadas pela esquerda, com Igor Serrote e Eric Belê criando chances claras. Uma cabeçada de Serrote foi defendida em cima da linha; um chute de Belê foi bloqueado; outro, após cruzamento de João Cruz, foi desviado por um defensor. O goleiro marroquino, porém, se mostrou impenetrável — e o Brasil, por sua vez, não teve precisão nos últimos passes. O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas a sensação era de que o time de Menezes tinha chances reais de abrir o placar. A frustração crescia com cada erro de finalização. E o que parecia ser um domínio técnico virou um pesadelo no segundo tempo.

Os dois gols que mudaram tudo

Aos 14 minutos do segundo tempo, Maamma aproveitou um cruzamento mal defendido por uma defesa desorganizada e acertou um voleio de primeira intenção, colocado no ângulo. O gol foi um soco no estômago do Brasil. O time, que vinha tentando manter a posse, perdeu o ritmo. Aos 30 minutos, Zabiri aproveitou um erro de saída da defesa brasileira — uma bola rasteira mal passada entre os zagueiros — e finalizou com frieza. O estádio explodiu. O Marrocos, que até então jogava com cautela, passou a controlar o jogo. O Brasil tentou reagir, mas o nervosismo tomou conta. Só nos acréscimos, após uma falta na área, o zagueiro Iago converteu um pênalti com calma. Foi o único momento de celebração. O gol não foi suficiente. Nem de longe.

Um grupo que se tornou a ‘maldição’ da Copa

O Grupo C, segundo a própria FIFA, é considerado o mais difícil da competição. Além de Brasil e Marrocos, estão México e Espanha — duas potências com tradição na categoria. O México, que empatou com o Brasil, venceu o Marrocos na estreia, e agora lidera o grupo com três pontos. A Espanha, que venceu o México por 3 a 1, está em segundo com três pontos. O Brasil, com um ponto, ocupa a terceira posição. Para avançar, precisa vencer a Espanha neste sábado, 4 de outubro, às 17h (horário de Brasília), e torcer por um resultado inesperado entre México e Marrocos. Mas mesmo assim, a diferença de saldo de gols é crítica. O Brasil tem -1, enquanto Espanha e México têm +2. A situação é quase impossível — mas ainda não é matematicamente descartada. O futebol, como se sabe, tem seus milagres.

As pressões de um técnico sob fogo

As pressões de um técnico sob fogo

Ramon Menezes, que já foi jogador da seleção e treinador de clubes como Cruzeiro e Vasco, agora enfrenta o maior desafio de sua carreira na seleção. A pressão é enorme. O Brasil não passa da fase de grupos desde 2015, quando foi eliminado na fase de grupos na Nova Zelândia. Desde então, os torcedores esperam um renascimento. Mas a equipe atual tem um perfil inconsistente: tem talento individual, mas falta organização tática. Os jogadores parecem confusos entre a posse de bola e o ataque direto. O sistema de 4-2-3-1, adotado por Menezes, não funcionou. Os volantes não cobriram bem as laterais, e os meias não conseguiram criar espaços. O técnico, que já disse em entrevista que “a geração tem potencial para ser histórica”, agora precisa encontrar respostas em menos de 72 horas. E não há mais margem para erros.

O que vem a seguir: o duelo com a Espanha

O próximo jogo, contra a Espanha, é um clássico em potencial. A equipe ibérica vem com confiança, liderada por jogadores como o meia Álvaro Fernández, que marcou dois gols contra o México. O técnico espanhol, José Luis Mendilibar, tem um estilo mais estruturado, com pressão alta e transições rápidas. O Brasil precisará ser mais eficiente no ataque, mais disciplinado na defesa — e, acima de tudo, mais corajoso. Não basta torcer. É preciso jogar com identidade. Se perder, a eliminação será praticamente certa. Se vencer, ainda há esperança — mas só se o México vencer o Marrocos. E isso, na prática, é um milagre. O time brasileiro precisa jogar como se não houvesse amanhã. Porque, na verdade, pode não haver.

Quem são os responsáveis?

Quem são os responsáveis?

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com sede no Rio de Janeiro, tem sido criticada por anos por não investir adequadamente na base. A seleção sub-20 é o espelho disso. A maioria dos jogadores vem de clubes pequenos ou de academias sem estrutura. Não há um programa de desenvolvimento unificado. Enquanto países como Espanha e França têm centros de excelência com dados, psicólogos e analistas de desempenho, o Brasil ainda depende de talento puro — e de sorte. A derrota para o Marrocos, um time que tem uma estrutura de base moderna e treinadores com formação europeia, é um alerta. Não é só falta de sorte. É falta de planejamento.

Frequently Asked Questions

Como está a situação do Brasil na classificação após a derrota para o Marrocos?

O Brasil ocupa a 3ª colocação no Grupo C com apenas 1 ponto, após o empate de 2 a 2 contra o México e a derrota por 2 a 1 para o Marrocos. Para avançar, precisa vencer a Espanha por qualquer placar e torcer para que o México vença o Marrocos. Mesmo assim, o saldo de gols é desfavorável (-1 contra +2 da Espanha e México), tornando a classificação extremamente difícil.

Quem são os principais responsáveis pelos gols do Marrocos?

O primeiro gol foi marcado por Maamma, aos 14 minutos do segundo tempo, com um voleio após cruzamento de Gessime Yassine. O segundo foi de Zabiri, aos 30 minutos, aproveitando um erro de saída da defesa brasileira. Yassine foi o criador das duas jogadas decisivas, e seu desempenho foi apontado pela FIFA como chave da vitória marroquina.

Por que o Brasil não conseguiu aproveitar as chances no primeiro tempo?

Apesar de dominar as jogadas e criar pelo menos seis chances claras, o Brasil sofreu com falta de precisão final. Os atacantes erraram passes simples, os centroavantes não se posicionaram bem, e os volantes não deram suporte. O goleiro Yanis Benchaouch fez defesas importantes, mas o problema foi tático: o time não conseguiu transformar posse em finalização eficaz.

O que a derrota revela sobre o futebol de base no Brasil?

A derrota expõe a falta de estrutura na base brasileira. Enquanto países como Espanha e Marrocos têm sistemas de formação integrados com análise de dados e treinadores especializados, o Brasil ainda depende de talentos isolados, muitos vindos de clubes sem infraestrutura. A seleção sub-20 tem jogadores individuais, mas não tem identidade coletiva — sinal de que o modelo de desenvolvimento precisa ser repensado pela CBF.

Qual é a próxima chance do Brasil na competição?

O Brasil enfrenta a Espanha neste sábado, 4 de outubro de 2025, às 17h (horário de Brasília), no mesmo estádio em Santiago. É um jogo decisivo. Se perder, a eliminação é certa. Se vencer, ainda há chances — mas apenas se o México vencer o Marrocos. O técnico Ramon Menezes tem menos de 72 horas para reorganizar a equipe e encontrar uma solução tática que ainda não foi encontrada.

Thiago Mesadri

Thiago Mesadri

Essa equipe tá com déficit táctico crônico. O 4-2-3-1 tá virando 4-4-2 desorganizado, os volantes não cobrem, os meias não criam e os atacantes ficam perdidos. A CBF investe em marketing, não em estrutura. O que esperar de um time que treina em campos de terra batida enquanto a Espanha tem VR e análise de movimento? Isso aqui é desastre planejado.

On novembro 29, 2025 AT 15:13

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