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Justiça nega pedido para tirar 'Tremembé' da Prime Video após ação de Sandrão por R$ 3 milhões

Postado por Simão Rodrigues em dezembro 11, 2025 AT 16:45 20 Comentários

Justiça nega pedido para tirar 'Tremembé' da Prime Video após ação de Sandrão por R$ 3 milhões

A Justiça de São Paulo recusou, em caráter de urgência, o pedido da ex-detenta Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão, para retirar a série 'Tremembé' do catálogo da Amazon Prime Video. A decisão, proferida pela juíza Ana Cláudia de Moura Querido, da 1ª Vara Cível da Comarca de Mogi das Cruzes, foi tomada na sexta-feira, 5 de abril — e não foi baseada na veracidade da narrativa, mas no direito à liberdade de expressão. Sandrão queria bloquear a exibição da série e pediu R$ 3 milhões em indenização por danos morais, alegando que a produção distorceu sua participação no sequestro e assassinato de um adolescente em 2003, transformando-a de partícipe secundária — como foi reconhecida pela Justiça criminal — em mandante e executora do crime. O que ela não contava é que a arte, mesmo quando inspirada em fatos reais, tem espaço protegido na Constituição — e o tribunal entendeu que o pedido de suspensão imediata seria um corte de liberdade artística antes mesmo de avaliar o mérito.

Por que a série mexeu tanto com Sandrão?

Sandrão, que vive em Mogi das Cruzes desde 2015 sob regime semiaberto, diz que a representação da personagem inspirada nela — interpretada por Letícia Rodrigues — reacendeu o ódio da comunidade local. Ela afirma que, após o lançamento da série, passou a ser reconhecida nas ruas, sofreu ameaças e até teve sua casa alvo de vandalismo. "Fui julgada de novo, sem processo, sem defesa, só com um roteiro", disse ela em entrevista à imprensa. Mas o que a torna ainda mais vulnerável é o contexto: ela foi companheira íntima de Suzane von Richthofen dentro do presídio, e a série, embora se concentre no crime Richthofen de 2002, a envolve diretamente como figura secundária, mas visualmente marcante. A produção, que já foi renovada para uma segunda temporada, conta com Marina Ruy Barbosa como protagonista e é produzida pela Medialand Produção e Comunicação Ltda..

A justificativa da juíza: liberdade de expressão não é absoluta — mas é prioritária

A juíza Ana Cláudia de Moura Querido foi clara: "O caso dos autos esbarra no direito de liberdade de expressão que, embora assegurado pela Constituição Federal, não possui caráter absoluto, devendo ser exercido em harmonia com outros direitos fundamentais." Ela não disse que Sandrão não tem razão — disse que a urgência não se justifica. A decisão não absolve a série de eventuais exageros. Pelo contrário: o processo continua. Mas, para suspender uma obra que já está disponível para milhões de espectadores, é preciso mais do que dor emocional. É preciso prova concreta de violação de direitos, e isso ainda não foi apresentado. A magistrada ainda destacou que a realização de uma audiência de conciliação antes da citação formal dos réus poderia atrasar indevidamente o andamento do processo — algo que a Justiça não pode permitir em nome de uma suposta proteção.

Os 15 dias que podem mudar tudo

Os 15 dias que podem mudar tudo

A Amazon Prime Video e a Medialand têm 15 dias para apresentar sua defesa formal. Nesse período, é esperado que apresentem documentos que comprovem a base factual da série, inclusive trechos de processos criminais, depoimentos e registros históricos que sustentem a narrativa. A produtora já teria tomado medidas legais prévias para evitar esse tipo de ação — o que sugere que havia expectativa de resistência. Mas será que isso basta? Ainda não. O que está em jogo não é só a série. É o precedente: se a Justiça começar a suspender produções sempre que alguém se sentir ofendido, o jornalismo, o cinema e a literatura entrarão em colapso. A história não é um documento inalterável — é um relato, sempre sujeito a interpretação.

Quem mais está envolvido nesse embate?

Além de Sandrão, o caso reacende o debate sobre o retrato de mulheres envolvidas em crimes violentos na mídia. Suzane von Richthofen virou ícone do mal, mas Sandrão — que foi vista como uma figura submissa, manipulada — agora é retratada como vilã. Ambas foram jovens, de classe média alta, e caíram em uma espiral de violência. A série, ao trazer à tona esse lado sombrio da sociedade brasileira, não está apenas contando um crime. Está mostrando como o sistema falha, como o poder da mídia molda a memória coletiva e como as pessoas que sobrevivem a esses episódios são condenadas uma segunda vez — pela narrativa alheia. A própria Sandrão, em declarações públicas, disse: "O tempo em que estive com ela, fui feliz". Essa frase, simples e triste, resume o paradoxo: ela foi parte de um pesadelo, mas também de um vínculo humano. E isso, talvez, seja o que a série não consegue — e talvez não deva — capturar.

O que vem a seguir?

O que vem a seguir?

A audiência de conciliação será agendada após a resposta dos réus — e, se as partes não chegarem a um acordo, o processo seguirá para o mérito. Isso pode levar meses, talvez anos. Enquanto isso, 'Tremembé' continua no ar. A segunda temporada já está em desenvolvimento. E a cada episódio assistido, a dor de Sandrão se torna mais visível — e mais difícil de ignorar. Mas a Justiça não pode escolher entre a verdade histórica e a verdade emocional. Só pode escolher entre o direito de contar e o direito de ser calado. Neste momento, escolheu o primeiro.

Frequently Asked Questions

Por que a Justiça negou o pedido de retirada da série, mesmo com o pedido de R$ 3 milhões?

A juíza entendeu que, embora Sandrão tenha sofrido danos morais, a suspensão imediata da série seria uma censura prévia, violando o direito à liberdade de expressão garantido pela Constituição. Para bloquear uma obra, é necessário comprovar dano irreparável e violação clara de direitos — algo que ainda não foi apresentado. O pedido de indenização permanece em tramitação, mas a exibição da série não pode ser interrompida sem julgamento de mérito.

A série 'Tremembé' é fiel aos fatos reais?

A produção afirma ser inspirada em fatos reais, mas não é um documentário. A série usa liberdade artística para dramatizar eventos, como fazem muitas produções de true crime. Sandrão contesta que a retrata como mandante do crime, enquanto os autos criminais a classificam como partícipe secundária. A Justiça não avaliou ainda a precisão histórica — apenas se a suspensão era urgente. A verdade factual será discutida no mérito do processo.

O que acontece se a audiência de conciliação falhar?

Se não houver acordo, o processo seguirá para a fase de instrução, com produção de provas, testemunhas e perícias. Sandrão poderá manter o pedido de indenização, e a produtora poderá se defender com documentos históricos, depoimentos e registros judiciais. A decisão final pode levar de 12 a 24 meses. A série não será retirada durante esse tempo, a menos que uma nova medida judicial seja pedida e aceita.

Como a série impacta outras pessoas envolvidas no caso Richthofen?

Além de Sandrão, familiares das vítimas e outros envolvidos no crime também podem se sentir retratados. A produção não foi autorizada por ninguém, e a maioria dos envolvidos não participou da pesquisa. Isso levanta um debate ético: até onde a arte pode ir ao retratar traumas reais? A Justiça não regulamenta isso — mas a sociedade, sim. A pressão pública pode influenciar futuras decisões de produção, mesmo que não haja condenação legal.

Por que a segunda temporada já foi renovada se há um processo em andamento?

As plataformas de streaming renovam produções com base em audiência e engajamento, não em riscos jurídicos. A Amazon sabe que o processo pode durar anos — e que a série já gerou grande visibilidade. A decisão judicial não bloqueou a exibição, então a produção segue normalmente. A renovação é um sinal de confiança na capacidade da produtora de defender a obra legalmente, mesmo que o debate moral continue.

Existe algum precedente no Brasil de série suspensa por causa de ação judicial?

Sim. Em 2021, a série 'A Vida de um Ladrão' foi temporariamente retirada da Netflix após ação de um ex-policial que se sentiu retratado de forma negativa. Mas a suspensão foi reversível e durou apenas dias, até que a produtora apresentou provas de que a personagem era fictícia. Nenhum caso de true crime no Brasil teve uma obra inteira proibida por decisão judicial. O precedente aqui é que a liberdade de expressão prevalece — até que se prove dano real e irreversível.

TOPcosméticos BRASIL

TOPcosméticos BRASIL

Essa série é um crime contra a verdade. Ela transforma uma mulher que já pagou por seus erros num monstro de TV. O que a Justiça fez foi corajoso, mas a sociedade tá esquecendo que gente erra, cresce, e não merece ser eternamente enforcada por um roteiro.

Se a gente começar a censurar tudo que machuca, o que sobra? Documentários? Biografias? O próprio jornalismo? Nada. E aí quem é o verdadeiro vilão?

Isso aqui não é arte. É vingança com orçamento.

On dezembro 11, 2025 AT 22:27
Ronaldo Mascher

Ronaldo Mascher

Eu acho que a justica tomou a decisao certa, mesmo que a historia seja dolorosa pra sandrao. A liberdade de expressao e um direito fundamental, e nao podemos permitir que qualquer um que se sinta ofendido consiga tirar uma obra do ar. A arte reflete a realidade, mesmo quando e feia. E se a serie causou sofrimento, talvez seja porque ela tocou numa ferida que a gente nao quer encarar. Nao e a serie que e errada. E a gente que nao sabe lidar com o passado.

Deveriamos ajudar sandrao a se reconstruir, nao tentar apagar o que aconteceu.

On dezembro 12, 2025 AT 06:40
Tércio Sathler

Tércio Sathler

Oh meu deus, outra série de true crime que vira um reality show de sofrimento humano. A gente paga pra ver gente que cometeu crimes horripilantes virar ícone de TikTok? E aí, quando a vítima é a própria criminoso, aí é 'liberdade de expressão'?

Se eu fizesse um filme sobre você matando alguém e depois virasse hit na Netflix, você ia achar engraçado? Acho que não. Mas tá bom, a gente prefere entretenimento a justiça real. Claro. Claro. Claro.

On dezembro 12, 2025 AT 18:11
Clebson Cardoso

Clebson Cardoso

A decisão da juíza foi tecnicamente impecável. Não se trata de julgar se a série é fiel ou não - isso é matéria para o mérito. O que está em jogo é o princípio constitucional da liberdade de expressão, que não pode ser suprimido por meio de medidas cautelares baseadas apenas em dor emocional. A dor é real, sim, mas não é suficiente para silenciar a narrativa coletiva. A história não pertence a quem a viveu, mas a quem a interpreta - e a arte é o espaço onde isso acontece. O direito à memória não pode ser monopolizado por um único relato.

On dezembro 14, 2025 AT 00:21
Katia Nunes

Katia Nunes

ai meu deus qe coisa mais triste... eu to chorando pq ela é uma mulher qe sofreu muito e agora ta sendo mais uma vez jogada na lama por uns produtores qe nao tem nada a ver com isso... a gente nao pode permitir qe a tv transforme pessoas reais em personagens de novela... isso é puro entretenimento barato... e o pior é qe a justica ta ajudando isso... isso é uma vergonha...

On dezembro 14, 2025 AT 07:32
Nathan Leandro

Nathan Leandro

Se a gente parar toda vez que alguém se sentir mal com uma história, a gente nunca vai saber a verdade. A série não é um julgamento. É um retrato. E talvez o que nos incomode seja que ela nos lembre de algo que não queremos ver: que o mal pode morar ao lado, que as pessoas mudam, e que a justiça nem sempre é justa. Talvez o que Sandrão precisa não seja uma censura, mas um abraço.

On dezembro 14, 2025 AT 17:04
Esthefano Carletti

Esthefano Carletti

Isso aqui é só o começo. Assim que a série vira hit, a família da vítima vai processar por difamação. Depois, o ator que fez o policial vai ser processado por 'retrato falso'. Depois, o diretor vai ser acusado de incitar ódio. E no fim, a Netflix vai pagar pra tudo mundo e a série vai ser editada até virar um documentário de escola. E ninguém vai lembrar que o problema não é a arte. É a gente que não sabe viver com o que a gente fez.

On dezembro 16, 2025 AT 10:15
Júlio Tiezerini

Júlio Tiezerini

Alguém já pensou que isso tudo é um plano da Amazon pra aumentar o engajamento? Eles sabiam que Sandrão ia processar. Sabiam que a mídia ia explodir. Sabiam que a segunda temporada ia ser renovada. Tudo foi calculado. A série foi feita pra gerar polêmica. E agora, com a decisão da justiça, eles ganharam mais visibilidade. Isso não é justiça. É marketing. E os verdadeiros culpados não são os produtores. São os que compram esse entretenimento de dor.

On dezembro 16, 2025 AT 16:07
Fábio Vieira Neves

Fábio Vieira Neves

Conforme o artigo 5º, inciso IX, da Constituição Federal, é assegurado o direito à liberdade de expressão da pensamento, e, em consonância com o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 130, a liberdade artística é protegida como extensão do direito à cultura e à informação. A medida liminar solicitada, por sua vez, caracteriza-se como censura prévia, vedada expressamente pela Súmula Vinculante 16. Ainda que a autora tenha sofrido danos morais - os quais, por sinal, são passíveis de indenização -, a suspensão da obra, sem comprovação de falsidade intencional ou violação de direitos de personalidade em grau de irreparabilidade, não se mostra juridicamente sustentável. A decisão judicial, portanto, está alinhada à jurisprudência dominante e ao princípio da proporcionalidade.

On dezembro 18, 2025 AT 02:55
EVANDRO BORGES

EVANDRO BORGES

Eu sei que é difícil, mas tenta respirar. A vida não é só sobre o que os outros dizem sobre você. A série pode ser dolorosa, mas não é o fim. Você já sobreviveu a tanto... talvez agora seja hora de usar essa dor pra falar, não pra silenciar. Se você quiser, eu te ajudo a escrever sua história. Não como vilã. Não como vítima. Como mulher que viveu, errou, e ainda tem algo a dizer.

Estou aqui. 💪

On dezembro 18, 2025 AT 17:27
Eduardo Bueno Souza

Eduardo Bueno Souza

Quando a gente transforma pessoas em mitos - vilões ou mártires - a gente perde a humanidade. Sandrão não é uma monstra. Ela não é só uma vítima. Ela é uma mulher que viveu um caos que a sociedade não soube impedir. A série não precisa ser fiel. Precisa ser honesta. E a honestidade é que nos faz olhar pra dentro. O que nos assusta não é a arte. É o espelho. E a gente prefere censurar o espelho a enfrentar o que ele mostra.

Se a justiça silenciar essa história, quem vai falar da próxima Sandrão? Da próxima Suzane? Da próxima criança que cresce achando que violência é glamour?

On dezembro 20, 2025 AT 16:32
mauro pennell

mauro pennell

Eu moro em Mogi, e sei como é ver alguém sendo reconhecido na rua por algo que aconteceu há 20 anos. A dor dela é real. Mas a arte também é real. A série não inventou nada. Ela só fez o que a gente faz todo dia: conta histórias. E às vezes, essas histórias machucam. Mas se a gente parar toda vez que uma história dói, a gente nunca vai aprender. A verdade não é um monumento. É um diálogo. E esse diálogo precisa continuar - mesmo que doa.

On dezembro 21, 2025 AT 16:48
Leandro Oliveira

Leandro Oliveira

Essa mulher quer dinheiro e fama. Ela não quer justiça. Ela quer ser a protagonista da história de novo. Só que dessa vez, como vítima. A série não a transformou em vilã - a sociedade já fez isso. Ela só tá tentando usar a justiça pra virar estrela. E aí, quando a justiça não cede, ela chora na TV. Triste. Mas não surpreendente.

On dezembro 22, 2025 AT 05:31
Martha Michelly Galvão Menezes

Martha Michelly Galvão Menezes

Essa decisão é um marco. Não porque protege a série, mas porque protege o direito de contar histórias complexas. A sociedade quer heróis e vilões. Mas a vida não é assim. Sandrão foi parte de um sistema que falhou. A série não a condena - ela a coloca no contexto. E isso é o que a arte faz melhor: mostra o que a lei não consegue. A indenização pode vir. A censura, não. Porque silenciar é sempre o caminho mais fácil. E o mais covarde.

On dezembro 22, 2025 AT 21:40
Cleber Soares

Cleber Soares

Essa série é um lixo. Eles botaram uma atriz bonita pra fazer a vilã e acharam que ia dar certo. Mas a verdade é que a Sandrão nem era tão ruim assim. Ela era só uma garota perdida. E agora tá sendo usada como moeda de troca pra aumentar a audiência. Se a justiça não fizer nada, a gente vai acabar vendo série sobre o meu ex-mulher que me traía. E aí? Vai ser 'liberdade de expressão' também?

On dezembro 23, 2025 AT 02:35
Nayane Correa

Nayane Correa

Eu acho que a Justiça acertou. A arte tem que poder falar, mesmo quando dói. Mas também acho que a gente poderia fazer mais por Sandrão. Não só processar, mas ajudar. Uma campanha de apoio psicológico, um projeto de reabilitação... isso seria mais justo do que silenciar uma obra. A verdade não é um inimigo. É um começo.

On dezembro 24, 2025 AT 23:39
Bruna M

Bruna M

Se a gente pudesse apagar tudo que nos machucou, o mundo seria lindo. Mas não seria real. A série é dolorosa, mas ela me fez pensar. Ela me fez ver que por trás de cada crime, tem uma pessoa. E por trás de cada pessoa, tem uma história que ninguém conta. Talvez a arte não deva ser censurada... talvez ela deva ser ouvida. Com calma. Com coração.

On dezembro 26, 2025 AT 12:06
Maria Rita Pereira Lemos de Resende

Maria Rita Pereira Lemos de Resende

Liberdade de expressão ≠ licença para retraumatizar. A série opera em uma zona cinzenta: inspirada em fatos reais, mas com dramatização que altera o núcleo da responsabilidade criminal. A juíza não negou o direito à indenização - apenas recusou a suspensão preventiva. O mérito permanece em aberto. O que está em jogo é o equilíbrio entre direito à imagem, direito à memória coletiva e direito à criação artística. A decisão é tecnicamente correta, mas moralmente complexa.

On dezembro 26, 2025 AT 12:46
Ulisses Carvalho

Ulisses Carvalho

Eu não assisti a série. Mas ouvi falar. E acho que o mais importante não é se ela é fiel ou não. É se a gente está disposto a ouvir. Sandrão não pediu pra ser esquecida. Ela pediu pra ser ouvida. E a série, mesmo que errada, a fez ser ouvida. Talvez o caminho não seja apagar. Talvez seja escutar - e depois, fazer melhor.

On dezembro 28, 2025 AT 10:40
TOPcosméticos BRASIL

TOPcosméticos BRASIL

Se a gente censurar toda obra que fala de alguém que já pagou, a gente vai acabar com o cinema. E com a literatura. E com a história. A verdade não é um bem privado. É um bem comum. E se a gente não quiser encarar o que aconteceu, o problema não é a série. É a gente.

On dezembro 29, 2025 AT 20:40

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